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Descarbonização e flushing,cautela em primeiro lugar

REMOVER SUBTITULO MATERIA NÃO PUBLICADA

Marco Antonio Silvério Jr.
11 de outubro de 2010

 

Dois sistemas que dividiram opiniões por muito tempo voltam a tona com a inspeção veicular e as dúvidas continuam. É possível afirmar que ambos apresentam grandes riscos, em alguns casos justificáveis, a questão está em saber quando é a última saída e como se precaver de um possível agravamento da situação.


O fato é que os riscos existem e é preciso muita cautela e analise antes de oferecer o serviço ao cliente, mesmo como manutenção preventiva em um motor bem cuidado, pois não há recomendação da montadora, então como justificar um serviço invisível para que o motor continue do jeito que está?. Muitas oficinas independentes e autorizadas cheios de boas intenções, ou não, levam fama de ‘empurrador de serviços’ por não apresentar uma boa explicação ao dono do veículo.

Descarbonização

A carbonização é formada por resíduos de combustível e lubrificante não queimados que se depositam na câmara de combustão, cabeça do pistão e válvulas, podendo gerar má vedação da câmara e pré detonação da mistura ar combustível que causam má queima e consequente emissão de fumaça e perda de desempenho.


A descarbonização pode ser feita de duas formas, uma é através do próprio sistema de alimentação do veículo, ou seja, interceptando a linha de combustível e aplicando o produto no lugar do óleo diesel e deixar o motor trabalhar normalmente. A outra forma é aplicar o produto direto no coletor de admissão enquanto o motor funciona com óleo diesel, mas aqui todo cuidado é pouco e deve ser feito por profissional treinado e que possa acompanhar todo o processo.


Os motores ciclo diesel não têm restritores de ar (borboletas de aceleração), a rotação é controlada através do fornecimento de combustível, então se por descuido do aplicador o conteúdo for aspirado pelo motor, o mesmo irá ‘disparar’, ou seja, a rotação irá subir descontroladamente e se o fornecimento de ar e combustível não forem interrompidos o prejuízo será grande.


Para minimizar este risco, deve ser utilizado um restritor na entrada do coletor de admissão e uma válvula dosadora para fazer o controle da quantidade de produto que irá ser aspirada pelo motor. Este método também permite a limpeza do coletor e valvulas de admissão. É bom se preocupar com a forma como estes resíduos são removidos, eles devem ser queimados na combustão, pois se forem simplesmente deslocados para o escapamento poderão causar um desbalanceamento da turbina ou entupimento do catalisador, mas se o produto for de qualidade chegará ativo ao escapamento ajudando até a limpar o mesmo.


Flushing
O flushing é utilizado em diversos sistemas hidráulicos e significa enxaguar, escoar ou simplesmente limpar. Nos veículos é aplicado em transmissões, direção hidráulica, ar condicionado, sistema de arrefecimento e lubrificação do motor, onde é adicionado um produto ao óleo que será retirado do motor para dissolver os resíduos, assim quando for adicionado um lubrificante novo, este não será contaminado.

Leia também

  • Descarbonização do motor: quando é necessária e como fazer
  • Injeção Diesel e inspeção veicular - dicas e cuidados
  • Oficinas da Agenda debatem inspeção veicular ambiental
  • Inspeção Veicular Gratuita supera números no Mato Grosso


Que um sistema limpo tem funcionamento superior não há dúvidas, mas o problema está em onde os resíduos retirados vão parar. Nos veículos modernos as galerias de lubrificação são cada vez menores por isso é válida uma boa analise através do bocal de abastecimento de óleo, quando possível, e dos respiros, que irão dar uma idéia do estado interno do motor.


Segundo Helber Pasinatto, técnico automotivo da Iso Tech, nos motores ciclo diesel a formação de borra tende a ser mais pastosa, e por isso mais fácil de dissolver, por isso há menos risco de entupimento, mas alerta que o aplicador deve estar sempre atento ao barulho do motor durante o processo e ao esgotar o óleo, caso haja excesso de resíduos é recomendado a retirada do carter e tampa de válvulas para uma limpeza mais completa.


Redução de fumaça
Acompanhamos na oficina Especidiesel, localizada no bairro de Pirituba em São Paulo, dois casos onde todo trabalho de revisão e manutenção da bomba injetora, bicos entre outros já haviam sido feitos, então a descarbonização e o flushing foram testados.
O primeiro foi uma Mitsubish Pajero 2.5 turbodiesel ano 2000 com 160.000 km rodados reprovada na inspeção duas vezes por excesso de fumaça, mesmo após a descarbonização a opacidade medida foi de 2,02 m-1 sendo que o limite estabelecido no teste foi 1,85m-1, então o bombista Marcos Aurélio Tavares partiu para a aplicação do flushing e já durante a aplicação do produto se pode notar aparente redução da fumaça preta durante as acelerações.


Após a conclusão foi feito um teste no opacimetro que indicou nas dez acelerações solicitadas opacidade média de 1,70 m-1 indicando que o veículo seria aprovado na inspeção. Esta redução pode ter sido causada segundo Helber devido eliminação de carbonização presente nos anéis do pistão que impediam perfeita vedação da câmara de combustão.


O segundo caso foi um Hyundai HR 2.7 ano 2004 com 120.000 km que ainda não havia sido levada para a inspeção, porém a emissão de fumaça estava muito próxima do limite que para este modelo é 1,00 m-1 então após uma prévia analise foi constatado que o motor estava em condições de ser submetido a descarbonização e flushing. Após o serviço o opacimetro precisou apenas de sete amostras para concluir que o veículo estava aprovado com média de 0,47 m-1.


Conclusão

Alguns reparadores encontraram a hora e o jeito certo de utilizar estas ferramentas, e as utilizam com frequência como complemento aos serviços de manutenção de rotina, pois uma carbonização causada por falhas de ignição por exemplo, com certeza irá retornar se a falha não for solucionada.
Para os mais conservadores, uma boa é encarar estes métodos como uma alternativa quando a abertura do motor já foi decretada, ou no caso da descarbonização quando constatado uma falha na vedação da câmara de combustão devido a carbonização presente nas válvulas, aproveitando também para retirar o excesso de fuligem do sistema de escapamento, e uma câmera especifica para visualizar o motor internamente pode ser uma boa idéia até mesmo para mostrar a necessidade e os resultados ao seu cliente, deixando de ser um problema invisível.
É sempre bom buscar marcas reconhecidas e que podem prestar todo o apoio e informação necessária para que o produto seja solução e não um novo problema.

Etiqueta com índice de opacidade

A resolução n 16 do CONAMA estabelece que os motores diesel devem ser homologados e certificados quanto ao índice de fumaça (opacidade) em aceleração livre conforme Norma de ABNT NBR 13.037.
Este índice é usado como parâmetro para regulagem dos motores e avaliação do estado da manutenção.     O valor numérico do índice é declarado numa etiqueta adesiva, quadrada, de cor amarelada, com dígitos pretos e duas casas após a vírgula (dígito decimal e centesimal), localizada obrigatoriamente no batente traseiro da porta dianteira direita.


Limites de Opacidade para analise de fumaça


O limite de opacidade utilizado para inspeção deve ser o declarado na etiqueta localizada batente traseira da coluna B (porta do passageiro), conforme resolução do CONAMA n° 016/95 e para veículos fabricados em datas anteriores a vigência desta resolução são estabelecidos os limites máximos de opacidade da tabela abaixo:

Motores aspirados ou turboalimentados com LDA
Altitudes até 350m 1,7 m-1
Acima de 350m 2,5 m-1

Motores turboalimentados sem LDA
Altitudes até 350m 2,1 m-1
Acima de 350m 2,8 m-1


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